quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

O passar do tempo!


Há alturas em que parece voar.
Outras, em que parece não avançar.
Mas o que é verdade é que, seja evidente ou discreta, a passagem do tempo não se trava nem detém consonte o nosso estado.

Dei por mim a observar diferentes fases suas:
- as crianças que brincavam no parque
Umas mal andavam.
Outras andavam ainda timidamente.
Os mais destemidos atreviam-se a afastar-se de potenciais apoios.
Cada um por si, mas sempre com atenção aos outros.
Cada um por si, mas sempre com os olhos nos companheiros de descoberta.
- os miúdos que jogavam à bola
Verdadeiros estrategas, correm com o esférico nos pés, mas sempre a ver onde há alguém livre para golear o adversário.
Num campeonato mais sério que qualquer outro de qualquer liga, unem-se para, durante uns minutos, se transformarem em duas frentes imbatíveis - que chocam entre si.
E voam mais alto que a baliza e correm mais rápido que uma chita - tudo ali concentrado num espaço pequeno para tanta imaginação e talento.
Cada um por si, mas sempre com atenção aos outros.
Cada um por si, mas sempre com os olhos nos companheiros de equipa.
- os adultos que se encontram ao final da tarde para tagarelarem depois do trabalho
Numa tradição que se mantém há anos, trocam ideias, desabafos, conversas sérias e conversas fáceis. Sempre com um intuito de catarse, entre a obrigatoriedade do trabalho e a responsabilidade da família.
Mantendo uma ligação para com tempos onde as responsabilidades não existiam e as obrigatoriedades passavam apenas por obedecer a adultos.
Cada um por si, mas sempre com atenção aos outros.
Cada um por si, mas sempre com os olhos postos nos compinchas de descompressão.
- os mais velhos que se juntam para apanhar uns raios de sol, enquanto recordam tempos em que os ossos eram mais amigos.
É vê-los a aproveitarem os raios de sol, por mais tímidos que eles sejam, para colocarem as suas boinas e sairem.
Estejam a criticar a classe política ou a jogar cartas, mantêm-se juntos, mesmo com os seus diferendos, de forma a tentarem lutar, de forma mais eficaz, contra a terrível passagem de um estado pacífico para com os seus organismos, para uma fase em que os mesmos lhes começam a pregar partidas.
Recordam como antigamente as crianças eram mais educadas e respeitadoras dos mais velhos, os preços mais justos e os políticos mais nobres.
Cada um por si, mas sempre com atenção aos outros.
Cada um por si, mas sempre com os olhos num passado glorificado.
É curioso como o tempo marca a sua passagem em nós!
E é engraçado ver como vamos passando de uma fase para outra!
Tenho curiosidade ev ver quais os contactos que vou manter numa potencial futura partida de sueca ao sol.
Mas algo me diz que, se me estás a ler hoje, é possível que tenhamos de combinar uns quantos sinais para ganharmos as moedinhas escurinhas aos outros!

domingo, 16 de janeiro de 2011

Um fenómeno chamado MP

Eu tenho a sorte de ter uma amiga que é uma força da natureza.
É uma honra tê-la na minha vida e poder com ela estar de quando em vez e da sabedoria dela beber.
É uma Mulher fantástica - mas não o digo para parecer bem. Digo-o, porque acredito que ela o é de facto!
Aliás: Mulheres que me mereçam tamanha admiração só tenho mais 3 na vida e a todas o digo várias vezes - mesmo sabendo que elas podem pensar que apenas estou a fazer uso do dom da palavra.

A MP é uma raridade de inspiração divina que a todos nos encanta pela sua natureza lutadora e positiva - mesmo nas adversidades.
Encontrou o caminho dela e connosco o partilha para nos ajudar.
Pessoas como ela são uma raridade de tão extraordinárias que são!

Por isso mesmo, queria que a minha admiração ficasse devidamente registada.

OBRIGADA, MP, por seres tanto!

OBRIGADA, MP, pelos ensinamentos!

OBRIGADA, MP, por abrilhantares a minha vida!

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Troca-se vida aparentemente perfeita, por vida calma e pacata!


Eu sei que há coisas bem piores!
Eu sei que há casos bem mais graves!
Eu até sei que não o devia dizer, ... mas... CARAMBA!
Assim fica difícil - MUITO dificil!
Vamos aligeirar, por favor?
Agradecida!

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

11/11/2010



Hoje todos celebram o S.Martinho.

Comem-se castanhas, há magustos pelas escolas, anda tudo mais animado.

... menos eu!

Sinto a tua falta!
Muito!
Mais do que eu mesma esperava!

Eu sei que estivesses por cá era possível também não estar contigo - mas pelo menos não haveria um Oceano no meio de nós.
É aquela coisa de saber que há disponibilidade, mesmo que dela não usufruas.

E hoje ... de todos os dias ... hoje, a saudade aperta mais.
Ao ponto de ter de vir aqui desabafar.
É que eu gosto mesmo muito de ti - e queria deixá-lo devidamente afirmado e confirmado neste Universo virtual que é a rede global.
Sim, porque no mundo real ... já todos sabem.

E tu também, certo?

Um beijo - espero que o sintas aí onde estás com um pedacinho de mim!

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Ando ausente...


... mas não ando completamente desaparecida!


5 beijocas azuis e bem humoradas - ainda que exaustas!

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Isto é mesmo uma aldeia...

... mas não a trocava por nada deste Mundo!

Uma rede social permitiu-me o reencontro com alguém que conheci aos 7 anos e com quem convivi de perto até cerca dos 13/14. Depois, a vida encarregou-se de começar a complicar-se e acabamos por não ter um contacto tão frequente como outrora. No entanto, no meu imaginário, tratava-se de alguém que me merecia carinho e admiração e que rotulei de ‘fadado para ser bem sucedido’.

Quis, então, o nosso percurso profissional que as nossas agendas se conjugassem finalmente e eis que descobrimos contactos em comum e uma proximidade engraçada que nos leva a questionar como é que ainda não nos tínhamos cruzado antes.


Que bom foi o reencontro!

E que bom foi confirmar que o meu rótulo estava certo.

É como te disse, João: esta nossa Invicta metrópole é mesmo uma aldeia; mas eu não a troco!


; )

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Hoje não é um dia bom!

Sinto-me vazia.
Como se tivesse sido arrancada de mim a minha essência.
Aquilo que faz deste cárcere corpóreo eu!

Dói!

Aperta!
Sufoca por dentro!
Apetece-me gritar!
Muito!
E muito alto!

Mas ao mesmo tempo, só me apetece deitar-me e ficar quieta.
Sem mexer.
Sem sentir!

Dói!

... qué colinho!

: (

Não - decididamente, hoje não é um dia bom!